sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

BAKLAVA - a arte da cozinha e a história de mãos dadas




Acredita-se, mais amplamente, que a origem do Baklava foi feito primeiramente no século 8 A.C. pelos assírios. O povo assírio viveu na antiga Mesopotâmia, região compreendida entre os rios Tigre e Eufrates, numa região que hoje pertence ao Iraque. Eles assavam algumas camadas desta massa bem fina, recheadas com nozes picadas, no forno a lenha, e depois acrescentavam um xarope grosso de mel para adoçar. Cada povo adicionou algo novo ao Baklava.


A Mesopotâmia da época era freqüentada por marinheiros e mercadores da Grécia, que logo descobriram esta delícia, e ela foi levada por eles para Atenas. Os gregos tiveram uma contribuição significativa ao Bakleva: desenvolveram a técnica onde ele poderia ser enrolado em finas camadas, como papel, em vez da textura grossa como a do pão assírio. Essas folhas de papel fino eram chamadas em grego de Phyllo (ou fillo), que significa folha em grego. Até o século 3 A.C. o Baklava se transformou na iguaria das ricas famílias gregas. A receita do Baklava chegou à Armênia através da rota das especiarias e da seda, e estes acrescentaram canela e cravo a receita. Quando chegou aos árabes, estes acrescentaram água de rosas, água de flor de laranja e cardamomo.

Do seu lugar de origem, o Baklava viajou par o oeste, até a cozinha dos ricos romanos, e se tornou parte da cozinha do Império Bizantino, permanecendo popular até o fim do império em 1453 D.C. O Baklava também exerceu sua “mágica” sobre os governantes Persas. No século 15, o Império Otomano conquistou Constantinopla, bem como todo o reino da Armênia, quase todas as terras assírias e algumas províncias do oeste do reino da Pérsia.

A cozinha dos governantes otomanos empregava cozinheiros e artesãos de todas as terras recém-conquistadas, e em quase todas estava o baklava, embora com ligeiras variações. O que levou o baklava a ter status real para os Turcos foi o fato de que eles acreditavam que seus ingredientes, principalmente o pistache e o mel, tinham propriedades afrodisíacas. As especiarias eram adicionadas conforme o sexo do consumidor: cardamomo para os homens, canela para as mulheres, e cravo para ambos, para melhorar a desempenho sexual.

Deixando a história um pouco de lado, e “puxando a sardinha” para meu lado, hoje no Líbano se faz um dos melhores ou, o melhor Baklava. Entrar numa loja de doces no Líbano é ter a certeza de entrou no paraíso, e com certeza o baklava estará lá, bem como o ghraibe, o maamul recheado com nozes e também com tâmaras, knefe, etc. Só vendo para crer.

Ontem fizemos aqui em casa, com a massa phyllo que meu marido Jihad faz, muito fina, translucida, que dá para ver o outro lado. E também o xarope com água de rosas, água de flor de laranja e o famoso cardamomo. É uma experiência muito branca (depois vocês saberão por que), mas também deliciosa. O cheirinho delicioso da calda no fogo, e depois do baklava assando é DIVINO. Lendo a história acima, dá para entender o que estou falando.

Vejam os resultados da nossa experiência com esse famoso doce.

É assim que tem que ficar  a massa, bem fininha, transparente.

Esse tipo de Baklava é recheado com nozes ou castanhas.


Esse Baklava é recheado com castanhas e um creme.



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